outubro 5, 2007 05:00
A Fundação Banco do Brasil e parceiros inauguram nesta terça-feira (18/09), em Picos/PI, uma central de processamento de caju. A unidade, que teve investimentos sociais da Fundação BB de mais de R$ 2,3 milhões, é ligada à Central de Cooperativas de Cajucultores do Estado do Piauí (Cocajupi), que tem dez cooperativas filiadas, nos municípios de Altos, Vila Nova do Piauí, Francisco dos Santos, Ipiranga do Piauí, Itainópolis, Jaicós, Campo Grande do Piauí, Monsenhor Hipólito, Pio IX e Santo Antônio de Lisboa.
Os investimentos da Fundação BB incluem a construção de dez minifábricas de castanha de caju, sete das quais já estão em funcionamento nas cooperativas de produtores.
A Cocajupi reúne 478 famílias de produtores e outras 285 pessoas atuam diretamente nas minifábricas e na central. Antônia Evangelista de Andrade é uma delas. Viúva e moradora da comunidade de Serra Aparecida, em Pio IX, Neide, como é mais conhecida, tem três filhos e participa do projeto de cajucultura há dois anos. Atualmente, é presidente em exercício da Cocajupi. Antes, a gente vendia para o atravessador por um preço muito barato. Agora, vamos poder beneficiar nossa própria castanha e ter o nosso lucro, diz. Nossa região é muito pobre e o trabalho na roça nos dá e também nos toma, porque nem sempre a safra é boa. Com a minifábrica, podemos armazenar e beneficiar a castanha no ano seguinte, garantindo trabalho o ano inteiro, reflete.
Os resultados da união dos agricultores familiares já começam a fazer sentido para os produtores. O atravessador paga, em média, R$ 0,75 por quilo de castanha. Este ano, os cajucultores de Pio IX venderam 120 mil quilos de castanhas para a Companhia Nacional de Abastecimento por R$ 1 o quilo, um ganho de 25%.
Produção
O estado se destaca como o segundo maior produtor de caju do Brasil, atualmente com 170 mil hectares plantados, dos quais aproximadamente 150 mil estão em produção. No Piauí, existem 20 agroindústrias de beneficiamento de castanha de caju e a produção é de 160 mil toneladas ao ano. O pólo de Picos é uma referência para o Piauí em caju e castanha. O setor gera cerca de 30 mil empregos permanentes e 60 mil temporários.
Constituída em 2005, a Cocajupi atua no segmento da produção, industrialização e comercialização dos produtos de caju e derivados para organizar e fortalecer a cadeia produtiva. O objetivo da entidade é possibilitar a incorporação do lucro aos ganhos dos agricultores familiares, até então apropriado pelos intermediários e pelas indústrias de castanhas.
Outras metas são fortalecer o setor de processamento de castanha de caju, melhorar o padrão de qualidade dos produtos, adotar tecnologias mais eficientes e metodologias adequadas de processo para aquisição de matéria-prima. A padronização da produção, o aumento da produtividade, a capacitação e a elevação da renda dos produtores em todos os elos da cadeia produtiva são outras das propostas da Cocajupi.
Cada minifábrica tem capacidade para beneficiar diariamente 1000 kg de castanha, o que resulta em 200 kg de amêndoas. A central tem capacidade para selecionar e classificar 1.200 kg de amêndoas por dia. Na última safra (2006), segundo o consultor do projeto no Piauí, Ruy Ferreira Brito, foram adquiridas pelas cooperativas 1.062 toneladas de castanha de caju.
Os parceiros da Fundação BB no projeto são:
1. Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae);
2. Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do estado (Emater/PI);
3. Companhia Nacional de Abastecimento (Conab);
4. Gerência de Desenvolvimento Regional Sustentável do Banco do Brasil;
5. Fundação Unitrabalho;
6. Universidades Federal e Estadual do Piauí;
7. Governo do Estado do Piauí.
Fonte: http://br.news.yahoo.com/060320/11/12xhp.html
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