Engenharia de Alimentos

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Alimento industrializado não é sinônimo de alimento ruim

segunda-feira, julho 23, 2007

Idéia de que alimentos processados são prejudiciais à saúde dificulta a orientação do consumidor e atinge até legisladores

A origem não é muito bem localizada, mas há um senso comum segundo o qual a industrialização de alimentos, por si só, seria prejudicial à saúde humana. Essa idéia reducionista esconde os benefícios que o processamento de alimentos ocasiona. “O alimento industrializado é processado de forma a aumentar sua vida-de-prateleira e conseguir fazer uma distribuição melhor, para um consumo maior”, esclarece a pesquisadora do Grupo de Engenharia e Pós-Colheita (GEPC) Márcia Paisano Soler.

O objetivo da industrialização, desse modo, é aumentar a durabilidade e diminuir a perda dos alimentos. Não há o que, a priori, torne o alimento industrializado prejudicial. A idéia contrária pode ter conseqüências sérias, principalmente quando está disseminada entre pessoas responsáveis por legislar sobre assuntos relacionados à alimentação da população.

Márcia, que faz parte do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Comsea) e do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (Consea-SP), órgãos consultivos que travam contatos com vereadores e deputados estaduais, conta que essa é uma realidade. “Há um grande preconceito do que seja o alimento industrializado ou mesmo embalado”, relata.

Um exemplo disso é a adição de produtos químicos. Embora tenha havido uma discussão sobre retirar produtos químicos dos alimentos, alguns deles são benéficos, como vitaminas, o iodo no sal, o ferro e o ácido fólico na farinha. A idéia não foi levada adiante, mas serviu de alerta.

Em grande medida, há um receio de que conservantes ou corantes possam ocasionar malefícios à população. “Há legislação para tudo isso. Sabemos que existem pessoas que extrapolam o limite de adição. Se a legislação for seguida, porém, pode-se dizer que o consumidor está seguro”, pondera a pesquisadora. Assim, Márcia destaca a generalização e o desconhecimento como perigosos na hora de fazer escolhas e legislar quando o assunto é alimentação.

Entre as desvantagens da industrialização está a possibilidade da perda de nutrientes. Devem ser considerados, todavia, fatores que são velhos conhecidos quando o assunto é qualidade de vida, educação alimentar à frente. Alimentação variada e equilibrada e a prática de exercícios físicos são fatores que influenciam fortemente e podem minimizar possíveis efeitos negativos.



Fonte: http://br.news.yahoo.com/060320/11/12xhp.html

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