Engenharia de Alimentos

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A oferta de alimentos enriquecidos e fortificados cresce. Mas você sabe o que dizem as informações contidas nos rótulos?

segunda-feira, janeiro 29, 2007

De água a biscoitos, passando por bebidas isotônicas, farinha, açúcar, refrigerante, arroz e gelatinas, só para ficar em alguns exemplos. O que impressiona na oferta atual de produtos enriquecidos com algum tipo de nutriente é, sem dúvida, a diversificação. Enquanto contamos com um grande número de comidas e bebidas que sofrem adição de vitaminas e sais minerais nas prateleiras dos supermercados, pesquisas são continuamente realizadas no sentido de agregar essas substâncias a um número cada vez maior de alimentos. “Sempre tem um produto novo, uma formulação nova, um novo nutriente para ser adicionado”, conta a pesquisadora do Centro de Química Marta Gomes da Silva.

Segundo definição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nutriente essencial é toda substância normalmente consumida para o crescimento, desenvolvimento e manutenção da saúde e que não é sintetizada pelo organismo ou é sintetizada, porém em quantidades insuficientes. Conseqüentemente e ainda seguindo as classificações da Anvisa, alimento fortificado/ enriquecido ou simplesmente adicionado de nutrientes é aquele ao qual foi adicionado um ou mais nutrientes essenciais contidos naturalmente ou não no alimento, com o objetivo de reforçar o seu valor nutritivo e ou prevenir deficiência(s) demonstrada(s) na alimentação da população em geral ou em grupos específicos.

Assim, é possível distinguir esses produtos em dois grupos: aqueles que são fabricados por empresas com o intuito de atingir um público amplo e utilizando o enriquecimento como estratégia comercial e aqueles que visam suprir uma carência de uma parcela da população em determinado nutriente. Nos dois casos, porém, além de análise prévia para comprovar a presença do nutriente pretendido – no ITAL fica um dos laboratórios credenciados para prestar esse serviço – ocasionalmente a Agência recolhe amostras do alimento para verificar se a adição continua sendo feita dentro dos níveis estabelecidos.

Assim, cada vez mais nos deparamos com rótulos que trazem destacados dizeres como “fonte de vitamina A”, “alto teor de cálcio”, “rico em ferro” ou que trazem nas informações nutricionais a presença de determinada vitamina e mineral. Nesses casos, a fiscalização deve garantir ao consumidor que aquele produto realmente sofreu a adição da substância indicada. Mas, a diferenciação dessas classificações não é aleatória. “Todos são fortificados e enriquecidos. A diferença na classificação é feita de acordo com a quantidade de vitaminas e sais minerais”, explica Marta.

Quando os alimentos são simplesmente adicionados de nutrientes, essa informação pode apenas constar na lista de ingredientes ou na informação nutricional – o que é opcional, segundo a Resolução nº 360, de 23 de dezembro de 2003 da Anvisa. Nesse caso, 100 mL ou 100g do produto fornece, no máximo, 7,5% da Ingestão Diária Recomendada (IDR), no caso de líquidos, e 15% nos sólidos. Quando há a afirmação “fonte”, 100 mL ou 100 g do produto, pronto para o consumo, fornece, no mínimo, 7,5% da IDR em líquidos e 15% em sólidos. Por fim, quando no rótulo estiver escrito “alto teor” ou “rico”, 100g do alimento fornece, em líquidos, no mínimo 15% da IDR e, em sólidos, 30%.

A Agência determina, ainda, que nesses alimentos a ingestão de micronutrientes não pode ser excessiva nem insignificante, o ingrediente deve ser seguro e biodisponível e não devem alcançar níveis terapêuticos. Marta afirma que o objetivo é que o aumento da oferta de alimentos enriquecidos melhore a saúde da população, mas que não é possível assegurar que isso efetivamente vá ocorrer. “Mas não deve haver uma substituição de alimentos naturais por esses produtos. Eles não podem ser a única fonte de micronutrientes. É importante balancear com outros tipos de alimentos”, conclui a pesquisadora.

Material produzido pela Assessoria de Comunicação
Foto: Antônio Carriero
Mais informações: 19.3743.1757



Fonte: http://br.news.yahoo.com/060320/11/12xhp.html

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