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Pastilhas surfam na onda de um consumo irrequieto enquanto o filão de drops evolui ao estilo devagar e sempre

domingo, dezembro 17, 2006

Sem maiores inovações em marketing ou produtos, a postura bem comportada do reduto de drops colide com a fervura generalizada na raia das pastilhas. Esse dinamismo decorre do fogo das novidades disparadas sem cessar pelas principais grifes de candies. “Trata-se de uma categoria que movimenta por baixo ao redor de US$ 300 milhões por ano e já coloca o Brasil entre os cinco maiores consumidores desse tipo de produto”, observa Marcel Sacco, diretor de marketing da Cadbury Adams.

Drops e pastilhas são categorias distintas que, no entanto, andam de mãos dadas no trade doceiro. Tanto é assim que a consultoria de varejo ACNielsen audita ambos os segmentos sob o guarda-chuva da sigla DPC (drops, pastilhas e caramelos). “O mercado brasileiro de DPC evidencia alta maturidade em volume e distribuição, com vendas estáveis e sem sinais de crescimento”, interpreta Filippo Vidal, gerente de desenvolvimento de marcas da PVM. Para ele, o segmento é concentrado ao extremo e as posições dos concorrentes acham-se consolidadas. “Pequenas flutuações de market share aconteceram nos últimos três anos, sendo os canais mais importantes em valor o tradicional, os bares e os supermercados de um a nove check-outs, que representam quase 90% das vendas da categoria”, avalia Vidal.

Considerada a abrangência da cobertura da ACNielsen, que não inclui a venda nos atacados, balcão por excelência da ala de candies, pode-se inferir por analogia a quantas anda o avanço do giro desses itens. No último ano, por exemplo, as vendas de DPC registraram queda em volume, de 873.160.000 embalagens colocadas em 2004 para 845.350.000 embalagens. Nesse mesmo período, em contraste, o faturamento da modalidade avançou de R$ 604 milhões para R$ 645 milhões, cravando salto de 6-7%.

Pela lupa mais abrangente da Euromonitor International, consultoria que também audita o varejo da categoria, segmento de drops e pastilhas, ao qual o instituto também agrega os filões de mentas, balas de goma e confeitos do tipo jellies, acusou avanço tanto em volume quanto em valores. De 2004 para o ano passado, a demanda cresceu de 144.800 toneladas para 146.300 toneladas, cravando aumento de R$ 2.437,4 milhões para R$ 2.471,5 milhões no período. Projeções da Euromonitor indicam que essa ala deve fechar 2006 com volume de 148.200 toneladas de produtos, equivalentes a uma receita na ponta do varejo de R$ 5.512,3 milhões.

Varejo de drops, pastilhas e caramelos

Ano

Vendas em
1.000 embalagens

Vendas em
R$ 1.000,00

2002

827.565

463.350

2003

834.807

529.136

2004

873.160

604.903

2005

845.350

645.354

Fonte: ACNielsen 

(Fonte: Revista Doce, nº 146, pág. 20, outubro de 2006)



Fonte: http://br.news.yahoo.com/060320/11/12xhp.html

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