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Amido gera embalagens biodegradáveis

terça-feira, novembro 14, 2006

Criar produtos capazes de contribuir com a preservação do meio ambiente é o desafio de vários pesquisadores que estão trabalhando em seus laboratórios para obter material plástico biodegradável, tendo como matriz de transformação os biopolímeros, que são encontrados em seres vivos como plantas e microorganismos.

Neste processo ganha destaque a utilização do amido/fécula de mandioca como fonte fornecedora de polímero, que são compostos químicos de elevada massa molecular, formado por unidades estruturais menores denominadas de monômeros, cujo principal membro de sua família é o plástico.

Algumas pesquisas já demonstram resultados positivos, como a criação de três tipos de embalagens pela engenheira agrônoma Marney Pascoli Cereda, pesquisadora do Centro de Tecnologias para o Agronegócio (CeTeAgro/UCDB), de Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

Os resultados dos estudos podem ser definidos em três diferentes grupos: o dos materiais expandidos, similares ao isopor, que também podem absorver aromas e sabores, sendo comestíveis, e utilizados nos setores de embalagem e acondicionamento de alimentos; os produtos prensados, que além do amido são constituídos por grande quantidade de fibras, atribuindo resistência a choques, podendo ser utilizados como tubetes para mudas, cantoneiras para proteção de pallets e de caixas, e como lixeiras para lixo seletivo; e, os filmes de amido, que podem ser comestíveis ou espessos, na forma de impermeabilizantes.

Os filmes de amido podem ser usados como embalagens ou proteção de alimentos, e ainda na forma de sacos para doses únicas de detergentes, utilizados na lavagem de roupas, sendo colocados diretamente na máquina de lavar, sumindo com o processo de lavagem, que libera o produto.

Para a pesquisadora, a grande vantagem do biopolímero na indústria é a obtenção de produtos finais biodegradáveis, sendo viável produzir materiais de todos os tipos a partir da fécula/amido, uma vez que, para a transformação dos biopolímeros em produtos acabados, as indústrias poderão utilizar as mesmas máquinas utilizadas para a fabricação de plásticos de polietileno, sendo necessárias apenas algumas alterações nos processos.

“Há que se considerar ainda, que as embalagens feitas a partir do amido não retornarão, já que são naturalmente degradadas, havendo necessidade de constante reposição desses produtos“, pondera.

A pesquisadora da Universidade Federal da Bahia, Pricila Veiga dos Santos, desenvolve estudos com filmes de fécula de mandioca desde o ano 2000. Pesquisando diversos aditivos, obteve filmes com melhores propriedades mecânicas utilizando como plastificantes o açúcar invertido e a sacarose. Estes dois itens atuam como plastificantes, conferindo maior plasticidade e flexibilidade ao produto final.

Pricila também trabalhou com o filme de amido/fécula servindo como matriz para embalagens indicadoras de temperatura. Patenteado pela Agência Inova, da Unicamp (Universidade de Campinas), o filme como indicador de temperatura, muda de cor de acordo com o aumento de temperatura (acima de 80 graus centígrados).

Como vantagem, ela destaca também o fato do filme de amido ser comestível. Assim, caso o produto indicador seja acidentalmente ingerido, não acarretará danos à saúde do consumidor. Outras vantagens apontadas por Pricila são o fato do produto ser biodegradável, e ser obtido de fonte renovável, produzida no País, e de baixo custo: o amido.

(Fonte: Portal ABAM - Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca, 08 novembro de 2006)



Fonte: http://br.news.yahoo.com/060320/11/12xhp.html

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