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Qualidade de minimamente processados é monitorada por pesquisadores do ITAL

quarta-feira, outubro 25, 2006
Frutas ou vegetais minimamente processados são aqueles que têm sua estrutura física alterada, mas continuam em sua forma fresca. Isso significa dizer que, como eles são selecionados, classificados, pré-lavados, processados (cortados, fatiados), sanificados, enxaguados, centrifugados e embalados, na maioria das vezes não necessitam de preparos adicionais para o consumo.

A praticidade para o consumidor é, deste modo, inquestionável. E essa é a principal causa do crescimento contínuo da procura por esses alimentos, ao lado da busca por uma alimentação mais saudável e equilibrada. Mas, uma preocupação acompanha essa ascensão: a contaminação dos produtos por microorganismos.

Frutas, verduras e legumes são potenciais veículos de microorganismos e, nos minimamente processados, esse risco pode se potencializar pelo fato de alguns dos processos serem realizados manualmente, por eventuais condições inadequadas de refrigeração e pela exsudação – o ‘suor’ – nas superfícies fatiadas.

Com o objetivo de produzir informações até então escassas sobre a ocorrência de bactérias em produtos disponíveis no mercado, a pesquisadora Neusely da Silva (MICROBIOLOGIA) e sua orientanda de Iniciação Científica, Thaís Belo Anacleto, realizaram a pesquisa Monitoramento da qualidade microbiológica de frutas e vegetais minimamente processados. No trabalho, foram analisadas 180 amostras comercializadas em Campinas.

Nenhuma bactéria patogênica teve sua presença detectada, indicando que os produtos não oferecem ameaça à saúde pública. Foram encontrados, porém, outros microorganismos: 52 amostras (29%) tinham E. coli, 8% delas com contagem 10 vezes acima do limite estabelecido pela legislação do Ministério da Saúde e 6% com contagem 100 vezes acima. A E. coli é um possível indicativo da presença de contaminação fecal, mas também pode ser resultado do contato com o meio ambiente. Além disso, foram encontrados bolores, leveduras e aeróbios mesófilos. Neusely explica que a presença desses microorganismos indica a qualidade geral do produto.

As pesquisadoras contam que a cadeia de refrigeração, essencial para retardar o desenvolvimento dos microorganismos e a conseqüente deterioração do produto, é um ponto crítico da produção dos minimamente processados. “A cadeia de frios tem que ser ininterrupta até chegar à casa do consumidor e inclusive lá”, alerta Thaís.

Mesmo sem ter encontrado microorganismos patogênicos, a pesquisa alertou para uma necessidade: monitorar a qualidade do produto em todas as etapas, desde a matéria-prima até chegar ao consumidor final. Por enquanto, uma boa medida na hora da compra é observar o aspecto do produto e verificar a data de validade.

Segundo Thaís o setor está se organizando e pensando em maneiras de regulamentar o processo. A preocupação é parte do amadurecimento dos minimamente processados no Brasil que, ao que tudo indica, vieram para ficar.

Material produzido pela Assessoria de Comunicação
Foto: Antônio Carriero
Mais informações: 19.3743.1757



Fonte: http://br.news.yahoo.com/060320/11/12xhp.html

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