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quarta-feira, setembro 27, 2006

Variedade de bebidas à base de frutas faz com que nem tudo o que os consumidores chamam de suco realmente seja

Em um país tropical como o Brasil, com abundância de quantidade e variedade de frutas, nada mais comum do que o hábito de tomar um suco. Mas, como tantos produtos alimentícios, ele também se transformou com o passar dos anos e, hoje, nem tudo o que achamos que é suco poderia ser classificado como tal.

Com a busca cada vez maior pela praticidade, que a indústria acompanhou com o desenvolvimento de novos processos e produtos, passou-se a consumir tipos distintos de bebidas à base de frutas, muitas vezes sob a classificação erronia de suco. Suco, na verdade, é somente o produto natural, obtido integralmente da fruta. Mas, nas prateleiras dos supermercados, é possível encontrar ainda:

- Suco concentrado: obtido pela retirada parcial da água contida no suco por meio da evaporação
- Néctar: mistura de açúcar, água e uma parte de suco ou polpa de fruta (precisa ter entre 50 e 40% de polpa ou suco)
- Refresco: possui no mínimo 10% da polpa da fruta ou do suco. É aproximadamente o que contém, por exemplo, algumas bebidas em pó.

Segundo o pesquisador do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Frutas e Hortaliças (Fruthotec), Rogério Perujo Tocchini, o mercado que ganha cada vez mais destaque é o de néctar. “Esses produtos prontos para beber estão tomando conta”, afirma.

Pesquisas

A chegada a uma oferta de bebidas à base de frutas tão diversificada, que faz com que o consumidor tenha dificuldades de identificar o que pode ser chamado de suco, foi acompanhada de pesquisas envolvendo o produto. E elas continuam sendo feitas. Tocchini enumera algumas tendências, principalmente envolvendo as grandes empresas: sucos de frutas orgânicas, produtos nutracêuticos (com adição de vitaminas, por exemplo), melhoria no processo de conservação e processos de melhor aproveitamento de resíduos. Há, ainda, uma preocupação com a redução de perda no campo, através da busca de uma fruta de melhor qualidade e produtividade.

No ITAL, os trabalhos desenvolvidos sobre o tema têm girado, principalmente, em torno da adequação de produtos para a exportação e de sucos orgânicos, feitos a partir de frutas orgânicas e com todas as demais especificações que a classificação implica.

Por um consumidor bem informado

Para que o consumidor faça uma opção consciente entre as diferentes bebidas à base de frutas, Tocchini aconselha que um olhar mais atento aos rótulos é a melhor opção. Há uma classificação regulamentada e fiscalizada pela Anvisa e pelo Ministério da Agricultura, e que pode ser observada através da rotulagem do produto.

Ainda em relação à legislação e fiscalização, Tocchini afirma que ainda há muita coisa a ser pensada e modificada, mas que, nos últimos vinte anos o consumidor teve alguns motivos para comemorar. “As indústrias hoje estão melhores, têm mais consciência”, diz. E identifica como fatores que contribuíram para esta melhora o Código de Defesa do Consumidor, os órgãos de fiscalização e os sistemas de certificação.

Material produzido pela Assessoria de Comunicação
Foto: Antônio Carriero
Mais informações: 19.3743.1757



Fonte: http://br.news.yahoo.com/060320/11/12xhp.html

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