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Indústria de panificação tem novo líder

segunda-feira, agosto 7, 2006

O empresário cearense Alexandre Pereira Silva toma posse nesta terça-feira, dia 8, da presidência da Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip). A cerimônia acontece na Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília. Sua principal meta é dar continuidade ao aumento do consumo do pão no Brasil.

A indústria da panificação está entre os seis maiores segmentos industriais do País, responde por 2% do PIB nacional e deve faturar R$ 28 bilhões neste ano. Como primeiro vice-presidente da Abip (2000-2003 e 2003-2006), Alexandre pôde acompanhar de perto as duas gestões do empresário mineiro Marcos Salomão, que passa o comando da entidade. O novo líder pretende seguir a mesma linha de atuação de seu antecessor e dar prosseguimento a projetos bem-sucedidos.

Em 2005, o consumo de pão no Brasil saltou de 27 kg per capita/ano para 33 kg/per capita/ano. “Mas isso ainda é pouco, estamos atrás de vários países sul-americanos e europeus. Por isso, vamos desenvolver ações em prol do incremento do consumo”, afirma Alexandre. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda 60 kg/per capita/ ano. Uma das ações com foco nesse aumento será a ampliação dos cursos de gestão para panificadoras. “No Brasil, temos excelentes cursos para padeiros, mas sem uma boa gestão não é possível expandir o negócio”, afirma Alexandre. “O empresário precisa voltar para o banco da escola”, diz.

Por causa disso, no ano 2000, foi criado, em parceria com a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), o Programa Nacional de Apoio à Panificação (Propan). Através desse programa, 2.000 panificadoras de todo o Brasil participaram de cursos que incluem tópicos como: melhoria no atendimento, gestão de pessoas, gerenciamento de produção e otimização de vendas.
 
“Queremos alcançar 10 mil padarias com novos cursos nos próximos seis anos”, afirma Alexandre. No universo de 52 mil panificadoras que existem no Brasil esse número pode parecer baixo, mas o futuro presidente esclarece que 10 mil padarias funcionam como referência para as demais. “Servem como formadoras de opinião, o que significa um importante passo”, revela.

Manter o foco na origem industrial é outra meta do novo presidente. “A padaria continua sendo uma indústria, apesar de ter avançado no comércio nos últimos anos, ampliando a área de vendas ao varejo. Por isso, é preciso ter preço e qualidade nos produtos próprios – que devem representar 50% das vendas”, diz Alexandre.

Juntamente com a nova presidência, será inaugurada amanhã a sede própria da Abip em Brasília. Até então itinerante (de acordo com a cidade de origem do presidente), o escritório da Abip deixa Belo Horizonte para se fixar permanentemente em Brasília. A gestão de Alexandre Pereira Silva vai até julho de 2009.



Fonte: http://br.news.yahoo.com/060320/11/12xhp.html

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