Os empresários mineiros da panificação estão contra o projeto de lei que obriga as indústrias de trigo a incluir 10% de fécula de mandioca na farinha destinada aos pães franceses. Um abaixo-assinado e dezenas de faixas na entrada da Feira Nacional de Panificação, Confeitaria e Sorveteria - Minas Pão 2006 deixam clara a posição das lideranças do setor. “A qualidade do produto não se mantém, segundo os laudos técnicos realizados”, explica o presidente da Associação Mineira da Indústria da Panificação (Amip), Antônio de Pádua.
Ponto de cozimento e capacidade da absorção de água diferentes são algumas das características técnicas que, segundo Pádua, jogam por terra o trabalho feito pelas panificadoras para melhorar a qualidade do produto. Iniciativas que ensinaram receitas inovadoras, aumentaram a variedade de produtos e também a qualidade do pão francês tradicional seriam responsáveis por um aumento de consumo.
“Vivemos um momento muito positivo”, diz Antônio de Pádua. Nos últimos dois anos, a quantidade de pão consumida por cada brasileiro em um ano aumentou de 27 quilos para 33 quilos. “Acredito que em Minas esse aumento deve ter sido maior por causa do investimento que fizemos para incentivar consumo”, afirma.
IntegraçãoMissões organizadas pelo Sebrae em Minas Gerais levam 355 empresários de várias regiões do Estado à Minas Pão, segundo a coordenadora dos projetos de panificação, Isabel Maria. “O que eles mais buscam são novas tecnologias, compra de equipamentos e a integração com as lideranças do setor”, diz.
O Sebrae em Minas tem dois estandes na Minas Pão. Em um deles são oferecidas clínicas tecnológicas e no outro estão expostos os biscoitos da cidade de São Tiago (MG), que recebe um projeto de desenvolvimento das pequenas indústrias e os produtos da Cooperativa Nacional dos Apicultores (Conap).
Fonte: Agencia Sebrae de Notícias
Fonte: http://br.news.yahoo.com/060320/11/12xhp.html