Natural, saudável e muito mais completo
Presente na dieta humana desde a pré-história, o ganhou qualidade nos últimos anos, beneficiando-se com os avanços tecnológicos e com descobertas científicas, e adaptando-se às necessidades do consumidor moderno.
Líquido saboroso, denso, amarelado e rico em nutrientes essenciais para a dieta humana, como gordura, proteínas, sais minerais e vitaminas. Essa é a definição básica do fluído de vaca, um dos mais completos alimentos naturais consumidos pelo ser humano e, atualmente, um dos mais versáteis.
Matéria-prima na produção de uma infinidade de itens derivados, como manteiga, iogurtes, e queijos, o é também ingrediente imprescindível na gastronomia mundial. Pode ser usado em uma infinidade de receitas - de pratos principais a molhos, drinques ou sobremesas.
Mas é enquanto bebida em seu estado natural que o vem experimentando profunda revolução qualitativa. Nos últimos anos, o produto vem incorporando muitos atributos, aumentando sua versatilidade e conquistando novos segmentos de mercado. Deixou de ser mera bebida e ingressou na categoria de alimento funcional, aquele que, mais do que nutrir, contribui para melhorar a saúde dos consumidores. Até o início desta década, o mercado não oferecia muitas escolhas. Embora as prateleiras de supermercados exibissem muitos rótulos diferentes, o produto em si era indiferenciado. A liberdade de escolha dos consumidores de fluído resumia-se em optar pelos pasteurizados tipo B (com até 40 mil Unidades Formadoras de Colônias de Bactérias - UFCs e 1 coliforme fecal por mililitro) ou C (com 150 mil UFCs e até 2 coliformes fecais por mililitro). Em última instância, lançavam mão dos s in natura - não recomendáveis para o consumo.
Uma pequena parcela privilegiada da população, sobretudo nos grandes centros urbanos, podia encontrar nas lojas o pasteurizado tipo A. Mais caro e considerado de excelente qualidade, esse resulta de ordenha mecânica, apresentando apenas 500 UFCs e nenhum coliforme fecal por mililitro. É consumido basicamente em hospitais e hotéis sofisticados.
Um segmento de consumidores ainda menor já levava para casa um totalmente livre de bactérias, o UHT (Ultra High Temperature), mais conhecido como longa vida. O lançamento desse tipo de , aliás, pode ser considerado o início da segunda maior revolução qualitativa do produto. A primeira ocorreu em meados do século passado, quando o cientista francês Louis Pasteur desenvolveu o processo de pasteurização.
Acompanhe a evoluçãoOs avanços científicos e tecnológicos, sobretudo nos segmentos de embalagens e nas técnicas de esterilização e conservação, foram os principais impulsionadores da evolução qualitativa do . Esse movimento ocorreu gradativamente, ao longo dos séculos. Primeiro foram os cremes, as manteigas e os s concentrado, condensado e em pó. Em seguida, surgiu o processo de pasteurização, consiste no aquecimento do a uma temperatura de 72o C a 75o C, por 15 a 20 segundos, seguido de resfriamento rápido. Esse processo reduz quase que totalmente as bactérias nocivas à saúde humana, mas exige baixas temperaturas no transporte e no armazenamento do produto.
Em 1890, chegou ao mercado o esterilizado, aquecido em temperatura de 109oC a 120oC, por período de 20 a 40 minutos, e resfriado em seguida. Esse processo aumentou um pouco mais o nível de esterilização, mas a armazenagem e o transporte continuaram exigindo baixas temperaturas.
A partir de 1962, surgiu a técnica de ultrapasteurização (Ultra High Temperature, ou UHT) que submete o a uma temperatura de 130oC a 150oC, por período de 2 a 4 segundos, e a resfriamento rápido. Apesar do processo reduzir um pouco a quantidade de nutrientes, resulta em um produto totalmente isento de bactérias. Associado aos envases assépticos, gera o longa vida, que pode ser armazenado por até um ano, em temperatura ambiente. Depois de aberto, pode ser guardado em geladeira por até três dias.
Hoje, além da classificação pelo processo industrial (cru, pasteurizado, esterilizado ou UHT), o pode ser classificado também pela quantidade de gordura (integral, semidesnatado ou desnatado).
Arrancada do longa vidaAtualmente, as prateleiras dos supermercados estão tomadas pelo longa vida, enquanto que o espaço destinado aos pasteurizados reduzem-se gradativamente. São inúmeras as marcas e opções, desenvolvidas para atender as mais diferentes necessidades de consumo. Há para todas as faixas etárias, integrais, desnatados ou semidesnatados. Há opções enriquecidas com vitaminas e sais minerais ou com moléculas de peixe benéficas ao coração. Até quem não consegue digerir já encontra um produto específico para o seu consumo.
Enquanto o consumo de pasteurizado decresce e as vendas de em pó se estabilizam, o segmento de longa vida não pára de crescer, e já representa 66% do mercado de fluído nacional. "Temos expectativa de crescer mais 13% até o final do ano", revela Almir Meireles, presidente da Associação Brasileira de Leite Longa Vida (ABVL). "Em algumas regiões como Grande Rio e alguns Estados do Sul, esse consumo já ultrapassou 80%", informa.
Essa arrancada ganhou velocidade nos últimos cinco anos. Até 1990, o pasteurizado era quase hegemônico nas prateleiras de supermercado. Representava, juntamente com o esterilizado, 96% do mercado total de líquido. Mas em 1997 esse mudou, e a participação do longa vida ultrapassou 51% do mercado.
A liderança nacional do segmento está com a Parmalat (28,4%), segundo dados do Instituto Nielsen. Entre os demais grandes produtores, destacam-se as empresas Paulista, Elegê, Itambé e o Grupo Vigor. A estratégia de expansão da líder deverá impulsionar ainda mais o segmento. A Parmalat planeja crescer entre 5% e 8% este ano, enfatizando principalmente o segmento de s especiais, enriquecidos com substâncias benéficas à saúde humana. Esses s já representam 8% da produção total de da empresa, que este ano investiu R$ 7 milhões em pesquisa e marketing. Nessa arena, deverá enfrentar a Nestlé, maior indústria de produtos lácteos a atuar no Brasil, que acaba de lançar o Nestlé Ômega Plus, concorrendo diretamente com o Parmalat Ômega 3, também lançado recentemente.
Leites funcionaisConstituindo o mais recente capítulo na trajetória do , os chamados s especiais têm sua composição enriquecida ou alterada, de forma que tragam benefícios adicionais à saúde do consumidor. Acompanham uma tendência mundial de valorização dos alimentos funcionais - aqueles que atuam de forma preventiva ou como coadjuvantes em dietas alimentares ou em tratamentos contra algum tipo de doença. Confira alguns s especiais existentes no mercado brasileiro:
Semidesnatados e desnatadosO que diferencia esses tipos de dos demais é o seu reduzido percentual de gordura. Enquanto o integral possui pelo menos 3,5% de gordura em sua composição, o semidesnatado tem entre 1,5% e 1,8%, e o desnatado no máximo 0,3%. São indicados para quem deseja controlar o peso ou quer prevenir problemas cardiovasculares. Existem inúmeras marcas no mercado.
Sem colesterolQuem precisa controlar o nível de colesterol, mas não quer abrir a mão do sabor do e do teor nutritivo do integral, já encontra no país um substituto à altura. Em 1997 chegou ao mercado o Biglac, que contém gordura vegetal, em lugar da gordura animal. O produto foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa, em Minas gerais.
EnriquecidosHá inúmeras opções de s fortificados com cálcio, ferro ou vitaminas. A mais recente novidade nessa área são os produtos com Ômega 3 (encontrado em peixes) e Ômega 6 (encontrado em vegetais), lançados pela Parmalat e pela Nestlé. As duas substâncias são ácidos graxos poliinsaturados que, adicionados ao , contribuem para o controle dos níveis de colesterol e triglicérides, além de favorecer o desenvolvimento do sistema imunológico.
O Parmalat Ômega 3 é semidesnatado e adicionado ainda de vitaminas C, E e B6. É indicado para adultos com mais de 30 anos, em especial aqueles que levam vida agitada e estressante. O Nestlé Ômega Plus, também destinado a adultos, é enriquecido com ácido oleico e ácidos graxos Ômega 3 e Ômega 6. "É saudável e muito saboroso, com todas as características de um convencional", diz a gerente de produto Marina D.Ripper. "O objetivo de lançar este produto é oferecer ao consumidor adulto - que tem necessidades específicas, diferentes de uma criança de um adolescente - um balanceado que irá proporcionar uma melhor qualidade de vida", completa.
HiperimunizadosQuem sofre de artrite reumatóide, hipertensão, gastrite, colesterol alto ou alergias tem à sua disposição o Stolle Milk. Trata-se de ordenhado de vacas vacinadas especialmente para criação de anticorpos, que são transferidos naturalmente para o produto.
Leite para a primeira infânciaEm geral, crianças de 1 a 3 anos de idade têm uma alimentação não muito variada, o que pode gerar carência de elementos essenciais para o seu crescimento. O Parmalat Primeiro Crescimento recebeu em sua formulação substâncias que não são encontradas naturalmente no , ou são disponíveis em quantidade insuficiente para essa faixa etária. Os principais nutrientes desse são o ferro, que atua diretamente no sistema sanguíneo e na produção de energia; as vitaminas A, D3, E, C e B6, que exercem papel importante nas funções fisiológicas e imunológcas do organismo; os ácidos graxos essenciais poliinsaturados Ômega 3 e Ômega 6, que atuam no desenvolvimento do sistema nervoso, da pele e das mucosas; e a taurina, um aminoácido pouco sintetizado nos primeiros anos de vida, que auxilia na funcionalidade de órgãos e tecidos.
Fonte: http://br.news.yahoo.com/060320/11/12xhp.html