Quando se fala em gordura na alimentação o pensamento remete imediatamente para algo pouco saudável. Existe, contudo, uma gordura com qualidades capazes de provocar inveja a algumas outras gorduras. Destinado ao tempero ou à confecção, o azeite é «ouro sobre azul» de qualquer prato que o pede... Porém, são proibidos os abusos!
O azeite é uma gordura típica portuguesa, que confere um sabor diferente aos alimentos. Por isso, em algumas circunstâncias, as preferências recaem sobre o óleo vegetal. Para fritar batatas, por exemplo.
Pode-se até comparar o azeite ao vinho. Assim como o vinho é o «sumo das uvas», o azeite é o «sumo das azeitonas». Consoante o solo onde as oliveiras estão plantadas, o clima ou o ano em que é produzido, o azeite resulta diferente a nível do aroma ou cheiro. Pode, por exemplo, ser mais frutado ou possuir um travo mais picante.
Enfim, a oferta é variada e os diversos produtos preenchem diferentes paladares e circunstâncias, podendo ser usados conforme o prato.
«Há os azeites extra virgem, de qualidade irrepreensível e com diferentes intensidades de sabor, que são os ideais para temperar, isto é, para serem utilizados a cru, e há azeites com sabores menos intensos, ideais para usar como ingrediente nas confecções culinárias», menciona a Dr.ª Helena Cid, nutricionista.
A legislação europeia, que entrou em vigor em Novembro de 2003, obrigou os embaladores a colocar a par do grau de acidez outros factores qualificativos, remetendo todas estas características para o contra-rótulo.
Assim, cada vez mais, o consumidor é confrontado com produtos para cozinhar ou para temperar, ligados aos tipos disponíveis no mercado. Ou seja, ao azeite, que é uma mistura de azeite virgem e de azeite refinado (processo que retira a cor, o sabor e o cheiro, devido ao elevado grau de acidez); ao azeite virgem; e ao azeite virgem extra.
Os dois primeiros tipos, de sabor menos marcado, são ideais para cozinhar. Já o azeite virgem extra, de categoria superior, é mais indicado para o tempero.
Fonte: http://br.news.yahoo.com/060320/11/12xhp.html