No Brasil, o côco é usado verde para
beber a água, que é a mais pura, nutritiva e completa bebida que a natureza
produz nos trópicos. O ponto ideal para se beber a água côco do verde, é em
torno de 6-7 meses depois que os frutos começarem a aparecer. Nessa fase se
encontra a maior concentração de sacarose, depois esta tende a diminuir, na
medida em que o côco amadurece. O principal constituinte da água, é o potássio,
que varia de acordo com a quantidade encontrada nos solos.
A carne do côco maduro é um
alimento importante na culinária dos países tropicais. O leite ou creme obtido
do côco fresco ralado, serve como base no preparo de diversos pratos, tanto na
culinária doméstica, quanto na comercial. A Bahia é o estado brasileiro onde o
côco encontra sua maior expressão.
No processo de extração do
óleo de côco, a torta resultante é rica em proteína de 18 a 25% e em fibras.
Porém, pelo processo de industrialização, que utiliza altas temperaturas, se
produz a desnaturação da proteína, que não fica adequada para o uso humano,
sendo usado para a alimentação de ruminantes. O bagaço resultante da extração
caseira do leite ou óleo de côco, por não utilizar o processo industrial, pode
e deve ser usado na confecção de bolos, pães, etc., pois ela é rica em
proteínas e fibras. De fato, em vários Centros de Pesquisa da Índia,
Inglaterra, Filipinas e EUA, esforços estão sendo feitos para produzir, para
consumo humano, proteína, óleo e outros produtos a partir do côco maduro fresco.
A farinha de côco na Índia e nas Filipinas, é preparada a partir da extração do
óleo para ser usada na alimentação, especialmente em padarias e merenda
escolar, podendo substituir a farinha de trigo e leite, sem gordura em até 5%,
sem afetar o valor e a qualidade do produto.
Côco seco é outro produto
muito usado na indústria de alimentação. O côco seco, bem processado deve ser
crocante, branco, com um sabor agradável e doce do côco. O valor nutritivo é
aproximadamente o seguinte: gordura 67,50%, carbohidratos 5,9%, proteínas 9,3%,
sais minerais 2,4% e fibras 3,9%.
Óleo de côco: para uso
doméstico, é preparado a partir do leite de côco fresco esquentado; com o
calor, o óleo se separa, então é retirado e coado.
Em nível industrial, é
utilizado o processo hidráulico junto com solventes químicos.
Óleos ricos em ácido
láurico, como o de côco, têm boa demanda na indústria de alimentos e na
química, devido a sua "baixa rancidade", sua facilidade de derreter e
sua habilidade de formar emulsões estáveis e espuma. Esses fatores têm levado o
óleo de coco a ser usado como óleo de cozinha, gordura vegetal, substituto de
gordura do leite em margarinas, biscoitos, bolos, sorvetes e cremes para bolos,
também substituto da manteiga de cacau. Aliado a isso, o óleo de côco tem um
maior "grau de digestibilidade", que qualquer gordura, incluindo a
manteiga e isso é devido a seu alto percentual de glicerídios assimiláveis
(91%). Por isso foi usado como substituto da manteiga, especialmente na
confecção de margarina, porém com a introdução de óleos hidrogenados na
confecção de margarina e gorduras vegetais, o óleo de côco perdeu seu lugar
privilegiado na indústria alimentícia, especialmente a partir da preocupação de
usar óleos poli-insaturados para evitar as doenças coronárias, por aumento do
colesterol. No entanto, estudos feitos com grupos na Polinésia, que utilizam
grande quantidade de óleo de côco na sua comida, encontraram uma menor taxa de
gordura no sangue que o grupo que consumia uma dieta no estilo europeu. Por
isso o consumo de gorduras saturadas ou insaturadas na influência do nível de
colesterol no sangue, ou de doenças coro-nárias, deve ser analisada no contexto
geral da dieta e do estilo de vida das pessoas.
Uso Medicinal
A água de côco é usada como
diurético. Por seu alto conteúdo em sais minerais, é usada nos casos de
diarréia e cólera. Por ser estéril, pode ser usada em caso de emergência para
hidratação parenteral (na veia). Experiência nesses sentido foi feita em
Bangok, Tailândia.
A água de côco com farinha
de arroz, feito cataplasma, é usada na China, em feridas gangrenosas e cabeça
de prego (furúnculo).
Em Curaçao, o leite de côco feito na hora e a carne do coco maduro, são usados
para matar vermes. O leite de côco é usado, também externamente, para tratar
mastites (inflamação das mamas) e erisipelas (vermelhão).
O óleo de côco é usado, com
sal, para gripes e garganta inflamada, é também um bom meio para fazer
massagem.
A raiz do coqueiro,
considerada adstringente, é utilizada para baixar a febre, para diarréias e
desinterias; em casos de aumento do fluxo menstrual e em gargarejo para aliviar
a dor de dente.
O cabelo de côco, depois de
fervido, é efetivo contra diarréias e sapinhos.
No Sri Lanca, as raízes são
torradas feito pó e usadas como pasta de dente. Também são utilizadas como
desinfetante para feridas e para gargarejar nos problemas de boca e garganta.
Composição Química
A água de côco verde é
composta de água 95,5%, proteína 0,1%, gordura - de 0,1%, carbohidratos 4%,
cálcio 0,02%, fósforo - 0,01%, ferro 0,5%. A proteína do côco tem uma proporção
dos aminoácidos arginina, alanina, cisteína (essenciais) e serina maior do que
aqueles encontrados no leite de vaca, daí que em alguns lugares das Filipinas,
esta água é usada para alimentar crianças pequenas. Presença de vitamina C pode
variar de 2,2 a 3,7 mg/%, e vai diminuindo na medida em que o côco amadurece.
Possui também vitaminas do complexo B em pequena proporção. Os sais minerais
são iodo 105mg, potássio 312mg, cálcio 29mg, magnésio 30mg, ferro 0,10mg, cobre
0,04mg, fósforo 37mg, enxofre 24mg e cloro 183mg/100ml.
O óleo de côco possui os
seguintes ácidos graxos: ácido capróico 0,3-0,8%, caprílico 5,5-9,5%, cáprico
4,5-9,5%, láurico 44-52%, mirístico 13-19%, palmítico 7,5-10,5%, esteárico
1-3%, araquídico até 0,04%, oléico 5,8%, linoléico 1,5-2,5%.
O óleo de côco é rico em
óleos saturados, em especial ácido láurico e mirístico e contém uma grande
porcentagem de glicerol.
O glicerol é importante
para o organismo, pois com ele o corpo produz ácidos graxos saturados ou
insaturados, de acordo com suas necessidades. O glicerol é, também, um emulgato
dai seu uso na produção de cremes e pomadas. De todos os óleos vegetais de uso
industrial o de côco tem o mais alto valor de saponificação e o mais baixo
valor de iodo e de refração, o que significa que o óleo de coco é excelente
para o preparo de pomadas cremosas.
A água de côco contém um
fator de crescimento e é utilizado em alguns laboratórios como meio de cultivo.
Nome científico: Cocos nucifera L.
Família: Palmae
Origem: Índia/Ásia
Características
da planta: palmeira
inerme, solitária, de estipe cilindra, lisa, podendo chegar até a 20 m de
altura. Folhas de até 3 m de comprimento, com bainha de fibra grosseira e cor
castanha, pecíolo longo e cerca de 100 pinas (folíolos) distribuídas em
intervalos regulares. Fruto de forma ovóide, com cerca de 15 cm de diâmetro
que, quando maduro, apresenta coloração castanha; possui polpa abundante de até
2 cm de espessura e a cavidade central contém um líquido aquoso ou leitoso,
conhecido como agua-de-côco.
Características da flor:
flores unissexuais,
reunidas em inflorescência ramificada (espádice) que se forma na axila de cada
folha. A espádice encerra-se em uma larga espata lenhosa, que é composta por
uma raque em que, em seus dois terços superiores, situa-se um aglomerado de
flores masculinas pequenas, medindo apenas alguns milímetros, de coloração
brancacenta ou amarelo-claras e situam-se na parte basal da raque.
Fonte: http://br.news.yahoo.com/060320/11/12xhp.html