Farinhas enriquecidas com Ferro e Ácido fólico (Ferro Heme Não-Heme e esportistas - Anemia - Ácido fólico e sistema nervoso)
quinta-feira, maio 11, 2006
A anemia ferropriva, doença caracterizada pela falta de ferro no
organismo, é a principal causa de mortalidade materna e do baixo peso
ao nascer entre os brasileiros. É reconhecida também como fator
responsável por atraso no desenvolvimento mental de crianças e fadiga
em adultos. Estudos recentes revelam que, no Brasil, a doença atinge
cerca de 50% dos pequenos com até 5 anos de idade, 20% dos adolescentes
e até 30% das gestantes.
Diante disso, o Ministério da Saúde pactuou com o setor produtivo a
inclusão de
ferro nas farinhas de milho e de trigo. A partir de 18 de junho de
2004, os produtos – fabricados no Brasil ou importados – devem estar
fortificados.
Outro nutriente que estará presente nas farinhas de milho e de trigo é
o ácido fólico, conhecido também como Vitamina B9. A recomendação para
integrá-lo no processo de fortificação das farinhas foi uma iniciativa
da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD).
O objetivo é reduzir os males provocados por defeitos no tubo neural,
que podem acontecer entre a terceira e a quinta semana de vida
intra-uterina. Quando isso ocorre, a estrutura do embrião que dá origem
à coluna vertebral é prejudicada e pode gerar um grupo de doenças, como
defeito ósseo, paralisia dos membros inferiores e problemas na bexiga e
no intestino.
A fortificação da farinha com ferro e ácido fólico já é praticada em
outros países. No caso do ferro, é vista como a melhor alternativa para
o combate à anemia ferropriva na população, pois apresenta baixo custo
e atinge grande grupo de pessoas. “Essa ação do Ministério da Saúde é
essencial para o controle da doença, que acomete, no Brasil, pessoas de
todas as classes sociais”, observa Juliana Ubarana, assessora técnica
da Coordenação Geral da Política de Alimentação e Nutrição do
Ministério da Saúde.
Em relação ao ácido fólico, a técnica conta que, nos países onde a
adição dessa
vitamina à farinha passou a ser obrigatória, observou-se diminuição na
incidência de doenças do tubo neural. “Nos Estados Unidos e no Chile,
por exemplo, estudos mostram a redução de até 40% nos casos”, comenta.
Fonte: http://br.news.yahoo.com/060320/11/12xhp.html