Os negócios da fruticultura tem duas claras vertentes com mercados distintos nas suas exigências: as frutas frescas e as matérias primas para a agroindústria.
O segmento da produção de frutas frescas no contexto da fruticultura baiana tem se destacado com mais dinamismo no atendimento dos mercados interno e externo, mas a perspectiva da instalação de novas agroindústrias ou mesmo a revitalização das existentes deve ser perseguida, sem o comprometimento do impulso tomado pelos negócios da fruta in natura.
O Estado da Bahia sempre esteve na vanguarda da produção de frutas tropicais como a manga, o coco, a banana, o mamão e a pinha. Destaca-se ainda nos cultivos de maracujá, melancia, melão, uva, abacaxi e citros. A área plantada, de aproximadamente 270 mil hectares, representa 8% da brasileira e 20% da nordestina, produzindo 4,0 milhões de toneladas por ano correspondendo a 12% da produção do país e 47% da região Nordeste, gerando um negócio de 1,4 bilhão de reais o que equivale a 14% da fruticultura do Brasil e 58% do Nordeste.
Um fato relevante é a sustentabilidade técnica e econômica da produção baiana de frutas, com a irrigação presente na maioria dos pomares de todas as regiões produtivas. 36% da área plantada com fruteiras são irrigadas, contra 14% no Nordeste e 13% no Brasil. Dos 308 mil hectares irrigados na Bahia, 98.560 hectares são com fruticultura o que representa 32% de toda superfície irrigada do Estado liderando as demais atividades agropecuárias como grãos, a cana-de-açúcar, as pastagens, as hortaliças e outras.
O Brasil tem uma participação muito tímida no mercado de frutas frescas, apenas 1%, mas sua presença nas exportações de frutas processadas chega a 13%, sendo o suco de laranja o grande responsável por esse desempenho. O perfil da Bahia é totalmente inverso ao que ocorre com o Brasil. No Estado o comércio de frutas frescas chega a representar 19% das exportações brasileiras e apenas 0,3% das exportações de frutas industrializadas. A manga e a uva são os destaques das exportações baianas, com US$ 29 milhões e US$ 16 milhões respectivamente no ano de 2002.
O Governo do Estado, junto com o Governo Federal e as organizações privadas tem tido um papel relevante no crescente desenvolvimento da fruticultura baiana. Programas como a Caravana da Fruta realizada em 1997 identificou 10 pólos frutícolas nos mais diferentes estágios de maturação e todos com um grande potencial de crescimento.
Cooperativas e associações de produtores, câmaras de exportadores instaladas em todos os pólos de produção mostram a força e o vigor que a fruticultura tem no agronegócio da Bahia. A realização de seminários governamentais de pesquisa (EMBRAPA e CNPQ), irrigação (CODEVASF, DNOCS E SEAGRI/BA), crédito (BN, BB e BNDES), incentivos (AGRINVEST e BAHIAFRUTAS) foram decisivos na alavancagem da real e promissora economia frutícola da Bahia.
Fonte: http://br.news.yahoo.com/060320/11/12xhp.html