Destaque nas exportações

junho 30, 2009 06:00 por Aline Abreu

Os terminais marítimos do Estado escoaram 62,6% dos US$ 724,2 milhões exportados pelo País

Os dois portos cearenses — Pecém e Mucuripe — são responsáveis por mais da metade de toda a produção de frutas brasileiras vendida nas prateleiras dos supermercados internacionais. De acordo com informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), no ano passado, os terminais marítimos do Estado escoaram 377 mil toneladas (t) de frutas frescas, o equivalente a aproximadamente US$ 453,6 milhões.

Vale ressaltar que, em 2008, o País mandou ao mercado externo US$ 724,2 milhões em frutas frescas. Ou seja, os portos locais escoaram 62,6% desse volume. "O Pecém ocupa isolado a primeira colocação no ranking dos portos brasileiros em volume de embarque de frutas frescas", destaca Euvaldo Bringel, presidente do Instituto Frutal e, atualmente, um dos maiores produtores de graviola do País.

No ano passado, passaram pelo porto de São Gonçalo do Amarante, rumo ao exterior, 327 mil toneladas de frutas, o equivalente a US$ 370 milhões. Já o terminal de Fortaleza, no Mucuripe, ficou na sexta posição, com 50 mil toneladas embarcadas, representando divisas de US$ 83,6 milhões. Deixou para trás o Porto de Suape, em Pernambuco, com 34 mil toneladas (US$ 57,8 milhões).

Atualmente, os portos cearenses recebem para embarque a produção não só dos pólos de fruticultura do Estado, como a do Vale do São Francisco (Pernambuco e Bahia), Assu/Mossoró (Rio Grande do Norte), da Paraíba, Piauí, entre outros. Essa procura pelos terminais se dá não somente pela localização privilegiada — mais próximos da Europa e dos Estados Unidos — mas pelos preços competitivos e pela logística.

O Terminal Portuário do Pecém vai contar, até o fim do mês, com mais 264 tomadas para plugagem de contêineres refrigerados. Assim, totaliza 888 tomadas.

A ampliação da quantidade de tomadas para posssibilitar a refrigeração das frutas deve elevar o número de produtores, que escoam seus produtos pelo porto do Pecém.

Liderança

O Ceará, surpreendentemente , continua na primeira posição na exportação de frutas frescas do Brasil, com US$ 28,521 milhões comercializados de janeiro a maio último. O montante corresponde a 50.156 toneladas de frutas frescas. "O Estado vem se mantendo na liderança desde o início do ano", comenta Bringel. Ele acrescenta que o Ceará terminou 2007 na quinta posição, e subiu para a terceira, em 2008.

Conforme o ranking de janeiro a maio deste ano, depois do Ceará aparecem os estados de São Paulo (US$ 27,7 milhões), Rio Grande do Norte (US$ 26,3 milhões), Bahia (US$ 15,9 milhões) e Pernambuco (US$ 7,4 milhões). Vale destacar que as exportações brasileiras de frutas despencaram 21% no período acumulado, ao passo em que as vendas do Estado sofreram uma redução de apenas 7%.

"Este é o resultado de um trabalho continuado, da união da sociedade e do apoio decisivo do governador Cid Gomes. Só na atual gestão, saímos de US$ 49,4 milhões em exportação, no início do governo, para US$ 77,2 milhões, no primeiro ano de governo, chegamos à impensável marca de US$ 131,6 milhões", afirma.

EXEMPLO

Mobilização cearense é seguida por outros estados

A mobilização do Ceará para transformar a fruticultura numa atividade empresarial de importância para o Estado já é visto no País e está sendo aplicada em outras regiões. A Região Norte, por exemplo, sediou, de quinta-feira da semana passada até ontem, o 4º Frutal Amazônia, um evento realizado em parceria pelo Instituto Frutal e Governo do Estado do Pará. "Os resultados no Pará que já são expressivos, sobretudo no tocante às exportações de sucos, uma vocação daquela região", afirma Euvaldo Bringel, do Instituto Frutal.

No período de janeiro a março deste ano, as exportações de sucos de frutas da Região Norte obtiveram um crescimento de 203,57%, comparado-se com o mesmo período de 2008. Em 2009 foram exportados US$ 9,4 milhões, enquanto no mesmo período do ano passado o valor atingiu US$ 3,1 milhões.

Apoiado pelo Sebrae/CE, um grupo de produtores de flores do estado também vai expor na Frutal Amazônia, sob a coordenação da Câmara Setorial da Floricultura. "Esta é uma oportunidade para as flores cearenses ganharem mercados e trazerem novas tecnologias e cultivares", comenta o produtor e presidente do Instituto Frutal.

No mesmo modelo do evento do Ceará, a feira de Belém conta com estandes com expositores da agroindústria de sucos, frutas, flores, e ainda de equipamentos e serviços. O Frutal Amazônia, que acontece no Centro de Convenções Hangar, mobiliza 14 auditórios com palestras cursos, painéis e seminários setoriais.

"A idéia é associar a feira, com a mostra de equipamentos e de tecnologias, a um encontro de negócios, em parceria com o Sebrae do Pará e Nacional", conta, entusiasmado, Euvaldo Bringel.

 

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/


Minas produz nova variedade de batata originária da França

junho 29, 2009 13:12 por Aline Abreu

Os supermercados e sacolões de Belo Horizonte começam nesta semana a oferecer uma nova variedade de batata para os consumidores. Depois de 10 anos de experimentos no Brasil, será colocada à venda a Batata EmeraudeW. Originária da França, ela vai ser ofertada em seis pontos de venda da capital mineira.

A venda da Emeraude em Minas Gerais é o resultado de um programa de cooperação técnica entre a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e o governo da França para introdução de novas variedades no Estado, maior produtor nacional de batata. A Emeraude faz parte de um grupo de 19 variedades francesas que, após passarem por testes de avaliação em diversas propriedades mineiras, foram registradas no Ministério da Agricultura e estão aprovadas para serem comercializadas em todo o país.

"O trabalho realizado com a Emeraude em Minas Gerais é pioneiro no Brasil. O objetivo é oferecer diferentes variedades de batata para o consumidor, como ocorre na França", explica a assessora da Secretaria de Agricultura, Luciana Rapini. Segundo ela, na França existem mais de 200 variedades de batatas à disposição dos consumidores. "Cada variedade é classificada dentro de um grupo de acordo com a finalidade específica, como fritura, purê, forno e cozimento a vapor ou na água. Além disso, as variedades francesas são adequadas a diferentes tipos de solo e clima", comenta.

No Brasil, a variedade de batatas disponíveis ainda é pequena, pois cerca de 80% do mercado é dominado pela batata Ágata. A nova variedade está sendo cultivada no município de Irai de Minas, no Alto Paranaíba. O agricultor Sérgio Soczek, tradicional produtor de batata, adquiriu a batata-semente de uma empresa de tecnologia vegetal que representa as variedades francesas no Brasil. Já a Epamig - Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais ficou responsável pela avaliação do desempenho da Emeraude no campo.

Ao longo do desenvolvimento do projeto, a Ceasa Minas coordenou, junto com a Secretaria da Agricultura, a realização de missões de técnicos e de bataticultores mineiros à França para conhecer a segmentação do mercado naquele país. "A ideia é buscar uma opção à batata Ágata, com um produto de diferentes características culinárias", explica o Sérgio Soczeck.

Segundo os técnicos, os testes com a batata Emeraude em Minas Gerais indicaram que, apesar de menor produtividade na colheita em relação à Ágata, a Emeraude apresenta menores teores de umidade e maiores teores de amido, proporcionando preparo de purês cremosos e consistentes, massas mais firmes e batatas assadas com melhor sabor e textura.

Apesar de conter menos água, a Emeraude, assim como Ágata, não é indicada para fritura. "A variedade francesa é muito indicada para cozimento na água e a vapor, não escurecendo nem esfarelando após estes processamentos. Os teores de amido fazem ainda com que Emeraude absorva facilmente o sabor de temperos e molhos, sendo especialmente indicada ao preparo conjunto com outros legumes, carnes bovinas, suínas e de frango", explica Luciana Rapini.

Comercialização

O plantio pioneiro em Iraí de Minas foi de 24 hectares. A primeira colheita deve se estender até o início julho. "Vamos verificar a aceitação dos consumidores neste período e verificar a viabilidade de mercado. Mas já tenho uma área plantada com colheita prevista para começar em agosto", informa Sérgio Soczek, que também pretende enviar parte da produção para São Paulo e Goiás, mantendo a média de preço da variedade Ágata.

"Tudo é aprendizado, desde o plantio da nova variedade até a aceitação dos consumidores", afirma. Outra ação pioneira do projeto será a forma de comercialização. Assim como acontece com arroz, feijão e outros alimentos, a batata Emeraude chega aos supermercados embalada e com identificação, inclusive do produtor. "O rótulo vai conter informações qualitativas e nutricionais, conforme as normas do Ministério. É uma forma inédita de comercializar a batata, até então só vendida a granel", comenta Luciana Rapini.

"O maior desafio é trabalhar um mercado segmentado para a batata, pois ainda não temos esta tradição com os consumidores brasileiros", explica Wilson Guide, chefe do Departamento Técnico da Ceasa Minas. Segundo ele, as donas-de-casa ainda não estão acostumadas a comprar uma batata específica para cozimento. "A maioria das compras de batata é voltada para fritura".

Em agosto está prevista a chegada ao mercado da batata Opaline, que é própria para fritura e também é originária da França.

 

Fonte: http://www.noticiasagricolas.com.br/


Brasil será o 5º maior mercado do mundo em 2030

setembro 8, 2008 05:00 por Aline Abreu

O mercado consumidor brasileiro deve ser o quinto maior do mundo em 2030, segundo estudo feito pela Ernst & Young Brasil e pela FGV Projetos. Em 2007, o Brasil ficou na oitava posição, segundo informa a Folha Online.


O crescimento do consumo é baseado em projeção de alta de 150% do PIB (Produto Interno Bruto) do país --o que equivale a uma expansão de 4% ao ano--, chegando a US$ 2,4 trilhões em 2030. Ajustado pela paridade do poder de compra, o PIB passaria a US$ 2,5 trilhões --menor apenas que a dos Estados Unidos, China, Índia e Japão. Neste intervalo, o país ultrapassaria Alemanha, Reino Unido e França.


Segundo Fernando Garcia, da FGV Projetos, o estudo é justificado pela premissa de que o país passará por um período de desenvolvimento sustentado. "Com a percepção de estabilidade, passamos a ter uma necessidade de planejamento de longo prazo que não tínhamos antes", disse.


O consumo crescerá R$ 1,9 trilhão entre 2007 e 2030, passando de R$ 1,4 trilhão para R$ 3,3 trilhões. A pequisa ressalta que, além de aumentar significativamente em valores, o perfil do consumo mudará, se tornando ainda mais concentrada classe média e voltada para uma população mais velha, entre 30 e 55 anos.


Segundo Garcia, o perfil do consumidor brasileiro em 2030 é determinado por quatro variáveis: demográfica (crescimento cada vez menor da população, o que a envelhece), universalização da educação, estabilidade de preços e mobilidade social.

"A educação ampliada e a estabilidade de preços leva à mobilidade social. Mais pessoas sairão de classes de renda menores e irão para as maiores. E, com isso, consumirão mais também", disse.


Quanto à distribuição de renda, todas as classes sociais terão elevação, exceto a E (renda de até R$ 1000 por família). "A classe média será maioria, e surgirá uma classe de novos-ricos significativa", explica Garcia. Pelas contas do estudo, as classes B e A (renda familiar mensal de R$ 4 000 a R$16 000) responderão por quase metade (47,5%) do crescimento do consumo.


Com as mudanças no perfil do consumidor, os setores de consumo que crescem mais também sofrerão alterações. Um exemplo é o consumo de alimentos in natura --o ramo de produto que menos crescerá até 2030, a 2,5% ao ano. "O mercado será mais sofisticado", disse Garcia. "No caso dos alimentos in natura, por exemplo, há a queda porque as pessoas passam a se alimentar mais fora de casa."


A agregação de valor no consumo explica o crescimento anual mais significativo para os ramos de higiene pessoal e limpeza (4,8%), saúde (4,4%), serviços financeiros (4,4%), educação e cultura (4,3%) e habitação (4,2%). Já em termos absolutos, o ramo de habitação dará a maior contribuição da alta do consumo até 2030 --R$ 505,8 bilhões, ou 26,7% do total do crescimento. Será seguido pelos serviços de utilidade pública --gás, saneamento, energia e lixo--, com 12,4% do total (R$ 234 bilhões).


Fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios



Fonte: http://br.news.yahoo.com/060320/11/12xhp.html