Identificado Gene de Resistência à Ferrugem

julho 2, 2009 06:00 por Aline Abreu

Este artigo descreve a descoberta do gene do trigo, Lr34, que fornece dura resistência contra várias doenças de cereais.

O fungo que causa a doença da ferrugem é muit adaptável e pode rapidamente evoluir para dominar uma variedade de cereais resistentes.

O Dr. Evans Lagudah, das indústrias CSIRO, e sua equipe, com a colaboração da Universidade de Zurich e o Centro Internacional de Melhorias do Trigo e Milho (CIMMYT), tem identificado o gene do trigo que fornece resistência contra ferrugem folhada, listrada ou riscada e quebradiço.

O gene, chamado Lr34, é o primeiro deste tipo a ser identificado em uma cultura comercial, e não em uma planta modelo.

 

Ameaças de culturas de trigo

Doenças de grãos tendam a ameaçar a produtividade e a rentabilidade de culturas de trigo ao redor do mundo.

As plantas são incapazes de afastar ameaças e necessitam desenvolver mecanismos para combater à doenças.

Resistência genética é mais ambientalmente correta e rentável do que estratégias como pulverizar pesticidas, mas é muitas vezes de curta duração em produção comercial.

O fungo que causa a doença ferrugem é muito adaptável e pode rapidamente evoluir para dominar uma variedade de cereais resistentes. Cientista e agricultores apenas podem reagir à peste ferrugem após ela ter passado. Novas variedades de cereais resistentes e novos recursos de genes da resistencia à ferrugem são continuamente procurados para combater o último ataque do fungo ferrugem.

Uma forte resistência à doença que defenda a planta contra múltiplos ataques do fungo é altamente desejado para culturas comerciais, como o trigo. Melhorar o controle sobre a doença do fungo ferrugem em plantas cereais é crítico para segurança alimentar mundial.

 

Um gene, múltiplas defesas

O Dr. Evans Lagudah, das indústrias CSIRO, e sua equipe, com a colaboração da Universidade de Zurich e o Centro Internacional de Melhorias do Trigo e Milho (CIMMYT), tem identificado o gene do trigo que fornece resistência contra ferrugem folhada, listrada ou riscada e quebradiço.

O gene, chamado Lr34, é o primeiro deste tipo a ser identificado em uma cultura comercial, e não em uma planta modelo.

Normalmente um gene proteje contra apenas uma doença, mas testes conduzidos após a identificação da sequência do gene Lr34 mostrous que ele proporcionou pacialmente, mas constante, proteção contra ferrugem folhada por mais de 80 anos.

A identificação do Lr34 é intrigante pois ele por se estabelecer como um resistente e duradoura mecanismo de defesa encontrado em culturas de trigo em todos mundo.

Entender a netureza molecular deste tipo de resistênciatem importante implicações por muito templo em controle de doenças ferrugem.

 

Encontrando o novo gene

O genoma do trigo é grande e complicado dificultando a identificação de um gene específico. A equipe identificou com sucesso a localização do Lr34 utilizando últimas técnicas em genética.

Apesar de a localização aproximada do gene era conhecida anteriormente, Dr Lagudah e seus colaboradores estão agora possibilitados em refinar a localização do Lr34 no complicado genoma do trigo. Isso os possibilita obter a exata sequência do gene.

 

Campo no México. Quatro linhas na esquerda são plantações de trigo com o gene Lr34 e quatro linhas à direita são plantações sem o gene Lr34 e mostra severor efeitos de infecção por ferrugem folhada. Cortesia de RP Singh, CIMMYT Mexico.

 

Origens e o futuro do Lr34 no trigo

Depois de identificar a sequencia do gene Lr34, a equipe de pesquisa buscou linhas de trigo por todo o mundo e encontrou Lr34 nas primeiras publicações de cruzamentos de variedades na Itália no começo do último século.

Futuras pesquisas serão focados em como o Lr34 funciona para conferir sua resistência à doenças. No meio tempo, atuais pesquisas tem incorporado a resistência Lr34 em variedades de trigo em alguns estados da Austrália.

 

Fonte: CSIRO

 


Embrapa apresenta tecnologias para produção sustentável de leite na Amazônia

julho 1, 2009 06:00 por Aline Abreu

O uso de tecnologias pode ajudar grandes e pequenos produtores de gado leiteiro na Amazônia a terem maior lucratividade sem a necessidade de abertura de novas áreas de floresta.

É o que mostram os pesquisadores da Embrapa Rondônia que participam da segunda rodada do Mutirão Arco Verde – Terra Legal, que acontece no município de Nova Mamoré, na fronteira com a Bolívia, em Rondônia.

Técnicas que vão desde o simples controle da higiene na ordenha manual a recursos avançados de genética do rebanho podem fazer da produção de leite na Amazônia mais rentável e racional. A lógica que está por traz das pesquisas desenvolvidas é simples: criar animais altamente produtivos em pequenas áreas, gerando baixo impacto no meio ambiente, de acordo com a legislação. Para arrematar, cuidados com a qualidade do leite agregam valor ao produto e, como consequência, aumentam a rentabilidade.

"O sistema fica mais funcional e sustentável do ponto de vista econômico, social e ambiental", conclui o médico veterinário Marivaldo Figueiró, da Embrapa Rondônia, que apresenta a palestra "Manejo de rebanho leiteiro / higiene na ordenha e promoção da qualidade", no próximo sábado, dia 27, em Nova Mamoré. Recuperação de pastagens e práticas de manejo e uso da terra também serão tratados por pesquisadores da Embrapa durante o Mutirão.

Utilização correta da pastagem

Um dos pontos fundamentais para a sustentabilidade do sistema é a utilização correta das pastagens. De acordo com a pesquisadora Luciana Gatto Brito, da Embrapa Rondônia, o modelo tradicional de pecuária praticado no Brasil causa, de maneira geral, progressivo empobrecimento dos pastos. O processo pode desencadear uma busca contínua por capins de alto desempenho, sem a consciência de que a verdadeira causa da queda na produtividade está, na maioria dos casos, relacionada à fertilidade dos solos e ao manejo incorreto das pastagens.

Uma solução para este problema é a prática do pastejo rotacionado. O sistema consiste na divisão da pastagem em piquetes, ocupados pelos animais em diferentes momentos . Enquanto um piquete é utilizado, os demais ficam em descanso. Dessa forma, o capim se recupera até chegar ao estágio mais nutritivo, o solo fica um tempo sem o pisoteio, os animais gastam menos energia para se alimentar por conta da área reduzida e existe uma melhor distribuição das fezes.

O resultado prático que se observa em propriedades que adotam esta tecnologia é um aumento de até 25% na produção de forragem, sem uso de adubação nitrogenada. Por falar em nitrogênio, a utilização de plantas leguminosas na pastagem é outro recurso importante para a criação de gado leiteiro. Isso porque pastagens com este tipo de planta fixam nitrogênio no solo e contribuem para a fertilidade. Como alimento, as leguminosas são também fontes de proteína para os animais.

Qualidade do leite

Além das tecnologias para pastagem, os pesquisadores da Embrapa Rondônia abordam outro aspecto de extrema importância para o produtor, que é a qualidade do leite. Serão explicados os principais procedimentos definidos na Instrução Normativa n° 51 (IN 51), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

O documento busca padronizar a qualidade do leite no Brasil e estabelece procedimentos para o monitoramento de doenças do rebanho. O teste de Contagem de Células Somáticas (CCS) é utilizado como indicador da saúde dos animais, em especial quanto à presença ou não de mastite, uma inflamação da glândula mamária que afeta os bovinos.

A Contagem Bateriana Total (CBT) é outro indicador importante estabelecido pela IN 51 e mostra a higiene na ordenha e a velocidade de resfriamento do leite. O regulamentação tornou obrigatória a refrigeração do leite e seu transporte granelizado até a plataforma do laticínio. Os mecanismos visam garantir que o leite chegue saudável até o consumidor.

O mutirão Arco Verde – Terra Legal é um esforço integrado de 13 ministérios, autarquias, empresas públicas e governos estaduais e municipais para legalizar as atividades econômicas nos 43 municípios com altos índices de desmatamento na Amazônia Legal e propor alternativas sustentáveis de desenvolvimento. Foi lançado oficialmente no último dia 19 e parte para a segunda rodada de atividades neste final de semana. A Embrapa Rondônia, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao MAPA, participa do Mutirão nos quatro municípios beneficiados no Estado de Rondônia.

Fonte: Embrapa Rondônia


Destaque nas exportações

junho 30, 2009 06:00 por Aline Abreu

Os terminais marítimos do Estado escoaram 62,6% dos US$ 724,2 milhões exportados pelo País

Os dois portos cearenses — Pecém e Mucuripe — são responsáveis por mais da metade de toda a produção de frutas brasileiras vendida nas prateleiras dos supermercados internacionais. De acordo com informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), no ano passado, os terminais marítimos do Estado escoaram 377 mil toneladas (t) de frutas frescas, o equivalente a aproximadamente US$ 453,6 milhões.

Vale ressaltar que, em 2008, o País mandou ao mercado externo US$ 724,2 milhões em frutas frescas. Ou seja, os portos locais escoaram 62,6% desse volume. "O Pecém ocupa isolado a primeira colocação no ranking dos portos brasileiros em volume de embarque de frutas frescas", destaca Euvaldo Bringel, presidente do Instituto Frutal e, atualmente, um dos maiores produtores de graviola do País.

No ano passado, passaram pelo porto de São Gonçalo do Amarante, rumo ao exterior, 327 mil toneladas de frutas, o equivalente a US$ 370 milhões. Já o terminal de Fortaleza, no Mucuripe, ficou na sexta posição, com 50 mil toneladas embarcadas, representando divisas de US$ 83,6 milhões. Deixou para trás o Porto de Suape, em Pernambuco, com 34 mil toneladas (US$ 57,8 milhões).

Atualmente, os portos cearenses recebem para embarque a produção não só dos pólos de fruticultura do Estado, como a do Vale do São Francisco (Pernambuco e Bahia), Assu/Mossoró (Rio Grande do Norte), da Paraíba, Piauí, entre outros. Essa procura pelos terminais se dá não somente pela localização privilegiada — mais próximos da Europa e dos Estados Unidos — mas pelos preços competitivos e pela logística.

O Terminal Portuário do Pecém vai contar, até o fim do mês, com mais 264 tomadas para plugagem de contêineres refrigerados. Assim, totaliza 888 tomadas.

A ampliação da quantidade de tomadas para posssibilitar a refrigeração das frutas deve elevar o número de produtores, que escoam seus produtos pelo porto do Pecém.

Liderança

O Ceará, surpreendentemente , continua na primeira posição na exportação de frutas frescas do Brasil, com US$ 28,521 milhões comercializados de janeiro a maio último. O montante corresponde a 50.156 toneladas de frutas frescas. "O Estado vem se mantendo na liderança desde o início do ano", comenta Bringel. Ele acrescenta que o Ceará terminou 2007 na quinta posição, e subiu para a terceira, em 2008.

Conforme o ranking de janeiro a maio deste ano, depois do Ceará aparecem os estados de São Paulo (US$ 27,7 milhões), Rio Grande do Norte (US$ 26,3 milhões), Bahia (US$ 15,9 milhões) e Pernambuco (US$ 7,4 milhões). Vale destacar que as exportações brasileiras de frutas despencaram 21% no período acumulado, ao passo em que as vendas do Estado sofreram uma redução de apenas 7%.

"Este é o resultado de um trabalho continuado, da união da sociedade e do apoio decisivo do governador Cid Gomes. Só na atual gestão, saímos de US$ 49,4 milhões em exportação, no início do governo, para US$ 77,2 milhões, no primeiro ano de governo, chegamos à impensável marca de US$ 131,6 milhões", afirma.

EXEMPLO

Mobilização cearense é seguida por outros estados

A mobilização do Ceará para transformar a fruticultura numa atividade empresarial de importância para o Estado já é visto no País e está sendo aplicada em outras regiões. A Região Norte, por exemplo, sediou, de quinta-feira da semana passada até ontem, o 4º Frutal Amazônia, um evento realizado em parceria pelo Instituto Frutal e Governo do Estado do Pará. "Os resultados no Pará que já são expressivos, sobretudo no tocante às exportações de sucos, uma vocação daquela região", afirma Euvaldo Bringel, do Instituto Frutal.

No período de janeiro a março deste ano, as exportações de sucos de frutas da Região Norte obtiveram um crescimento de 203,57%, comparado-se com o mesmo período de 2008. Em 2009 foram exportados US$ 9,4 milhões, enquanto no mesmo período do ano passado o valor atingiu US$ 3,1 milhões.

Apoiado pelo Sebrae/CE, um grupo de produtores de flores do estado também vai expor na Frutal Amazônia, sob a coordenação da Câmara Setorial da Floricultura. "Esta é uma oportunidade para as flores cearenses ganharem mercados e trazerem novas tecnologias e cultivares", comenta o produtor e presidente do Instituto Frutal.

No mesmo modelo do evento do Ceará, a feira de Belém conta com estandes com expositores da agroindústria de sucos, frutas, flores, e ainda de equipamentos e serviços. O Frutal Amazônia, que acontece no Centro de Convenções Hangar, mobiliza 14 auditórios com palestras cursos, painéis e seminários setoriais.

"A idéia é associar a feira, com a mostra de equipamentos e de tecnologias, a um encontro de negócios, em parceria com o Sebrae do Pará e Nacional", conta, entusiasmado, Euvaldo Bringel.

 

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/